Programa auxilia vítimas de acidentes de trânsito a voltar para o mercado de trabalho

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A Prudential do Brasil publica hoje balanço de suas operações no País em 2002, pouco mais     de sete meses após a descontinuidade de operação com o Bradesco Seguros – a joint venture acabou em julho de 2002, com a compra de ações pela Prudential. A receita de prêmios de seguros de vida em 2002 foi de R$ 34,7 milhões, 46% superior à receita auferida em 2001 (R$ 23,7 milhões). A receita total, incluindo DPVAT e resíduos da operação de co-seguros com o Bradesco, somou R$ 51,4 milhões em 2002, contra R$ 69,7 milhões em 2001.

O Seguro DPVAT por exemplo, é de caráter obrigatório em todos estados brasileiros, o mesmo é destinado as vítimas de acidentes de trânsito, quando o mesmo ocorrer. O pagamento do DPVAT Rio de Janeiro deve ser feito por motoristas de veículos automotores.

Segundo o presidente da Prudential no Brasil, William Yates, a redução se explica justamente no fim da associação das seguradoras e na fase inicial de investimentos da Prudential no segmento de seguros de vida no Brasil. “Os resultados de 2002 estão em linha com o nosso planejamento”, disse o executivo. O prejuízo da empresa, em 2002, foi de R$ 7,273 milhões.

Não precisamos fazer lucro no primeiro ano, ao contrário de algumas empresas. Para nós, lucratividade é importante, mas não é o principal indicador. Sabemos que progredimos com a performance dos life planners (agentes especializados), com a produtividade e com a persistência do negócio – afirmou o vice-presidente sênior para Europa e América Latina da Prudential International Insurance, Willian Chris Ray, em visita ao Brasil. Em 2002, a taxa de persistência (que indica o número de apólices que se mantiveram em vigor após 12 meses de contrato) foi de 76,3%, usando como base o prêmio anualizado.

Olhos abertos para a tendência do mercado

Para Ray, o que importa é a tendência de crescimento do faturamento da empresa. “Em alguns anos o Brasil será um grande negócio”, observou Ray. O executivo acompanhou também o início das operações da Prudential na Polônia e Argentina. “Observamos a direção da curva, a tendência do mercado”, afirmou.

A taxa de sinistralidade da Prudential do Brasil foi de 56,6% em 2002, contra 62,6% em 2001. Com a separação do Bradesco Seguros, a Prudential passou a operar fundamentalmente no setor de seguros de vida. A taxa de sinistralidade somente nesse segmento foi de 15,2% no ano passado.

O mercado de seguros de vida no Brasil tem grande potencial de crescimento. Durante o período de hiperinflação, tirando os seguros em grupo, o mercado de (seguros) de vida desapareceu. Quando a inflação ficou sob controle e as pessoas puderam ter capacidade de planejamento voltou-se a vender seguros individuais.

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